Messejana

Caracterização da Vila
Somos uma Vila histórica
A lenda de Messejana
Um caso verdadeiro
Gastronomia
Canções da nossa terra
CARACTERIZAÇÃO DA
VILA
Messejana, terra
alentejana, situa-se a
cerca de 10 km da sua sede de concelho, Aljustrel.
É uma vila com um universo
populacional de 1500 habitantes e com equilíbrio entre o
número de indivíduos das diferentes faixas etárias
(tem tantas pessoas idosas como jovens). Os seus
habitantes têm vivido essencialmente da agricultura e do
comércio, mas actualmente têm surgido novas empresas
que têm criado novas profissões. É de realçar a
influência da empresa Esdime através da
elaboração de alguns projectos de microempresas e
formação profissional.
Messejana é composta pelos
seguintes lugares: Aldeia dos Elvas, Foros de Escanchados
e Foros de Vale de Água.
Terra de antigo povoamento, foi
habitada pelos Árabes que lhe deram o nome. Os romanos e
os cartagineses conheciam-na, por muito apreciarem a sua
nascente de água mineral denominada Buena Madre.
É uma terra de muita tradição e
história.
Messejana é um museu
De coisas belas de outrora
Que fazem o nosso orgulho
Nesta época de agora.
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SOMOS UMA VILA
HISTÓRICA
Na nossa vila temos alguns
monumentos.

Pelourinho à frente e Torre
do Relógio atrás
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Pelourinho
O nosso
Pelourinho foi construído nos príncipios do
século XVI altura em que Messejana foi elevada a
vila por D. Manuel I. É constituído por uma
torre de granito de 4 metros de altura. Coroa-o
uma esfera armilar de ferro com uma cruz também
em ferro.
O Pelourinho está colocado
na Praça 1º de Julho e é considerado monumento
nacional.
Antigamente o Pelourinho
servia para castigar as pessoas que faziam mal
aos outros.
Torre do
relógio
Foi construída durante a
administração do D. Henrique Barbosa Canãis,
juiz de fora em Messejana, cujo mandato vigorou
de 1726 a 1729, deixando o seu nome esculpido no
sino da mesma torre.
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Castelo
| O Castelo
de Messejana fica situado no cimo de uma colina
junto à Igreja Matriz. Fica a uma altitude de
219 metros. Deve ter sido construído pelos
Romanos. Os Mouros reconstruíram-no mas a
conquista de Messejana aos Mouros, feita por
D.Sancho II em 1235 levou-o novamente à ruína.
O rei D. Dinis mandou-o restaurar em 1288. O Castelo tinha uma
muralha em pedra a toda a volta, podendo ainda
hoje ver-se os restos do lado virado para a vila.
A sua torre de menagem tinha 10 metros de altura.
O nosso
castelo encontra-se muito destruido, as paredes
já estão caídas e já não se pode
reconstruir.
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 Ruínas do Castelo
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Igreja
Matriz
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A Igreja
Matriz não é muito antiga . Está situada na
vertente Sul da colina em cujo cume estão as
ruínas do velho castelo.
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Igreja
da Misericórdia
A Igreja da Misericórdia foi
fundada em 1570 e em 1806 foi totalmente reconstruída
ficando um templo espaçoso. As dependências junto à
igreja já foram prisão.
Igreja de Nossa Senhora da
Assunção
| A Igreja de Nossa Senhora da
Assunção ou de Entre Vinhas, do século XVI,
tem as características das chamadas
"igrejas brasileiras": foi mandada
construir por portugueses emigrantes que, ao
voltarem à sua terra natal, trouxeram com eles
traços da nova cultura. Fica no campo fora da
vila. É a igreja da padroeira da
nossa terra, Nossa Senhora da Assunção, e a sua
festa é no dia 15 de Agosto. É muito visitada
por pessoas que vêm pagar promessas.
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Convento

Fachada do Convento

Azulejos
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O Convento foi fundado em
1570 por D. Lourenço da Silva para frades
Franciscanos,que tinham como padroeira Nossa
Senhora da Piedade. Os
frades deste convento dedicavam-se à
agricultura, à pregação, à assistencia
religiosa e às letras, dando à vila um certo
nível de cultura.
Hoje, o Convento está em
ruínas e serve para abrigo de animais. A sua
cerca é conhecida pelo nome de Horta do Cabo. Na
fronteira da Igreja ainda se pode ver o Brasão
da Ordem de S.Francisco de Assis.
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Algumas ruas importantes
Rua do Engenho: Esta rua chama-se rua do Engenho
porque antidgamente neste lugar não havia casas. Havia
uma nora com um engenho para tirar àgua.
Largo D. Sancho I: D. Sancho I foi um Rei que passou
por Messejana e é por isso que o largo tem esse nome.
Largo D. Paio Peres Correia: D. Paio Peres Correia foi um
cavaleiro que ajudou D. Sancho I na conquista de
Messejana e de outras terras.
A LENDA DE MESSEJANA
A Moira e o Toiro
Diz a
lenda, que em Messejana, dois namorados casaram e foram
viver para a Horta do Cabo.
Durante
muito tempo foram felizes. Mas uma manhã quando a Rosa
estava a lavar a roupa no tanque da quinta, alguém
chamou pelo o seu nome, gritando:
-
Rosa!...
| Ela olhou e viu
numa árvore uma esbelta rapariga que da cintura
para baixo não tinha forma humana, mas sim o
aspecto de uma grande serpente enrolada na
árvore. A uma pergunta da Rosa, a rapariga disse
que era filha do senhor de todas as terras e do
Alcaide do velho Castelo, que lá no alto fora
dos Mouros e por castigo do destino, ela se
encontrava « encantada numa serpente e o pai num
touro». Agora só poderia voltar à forma
humana uma vez por ano, mas só da cintura para
cima. |
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Por tal pedia à Rosa que a
desencantasse, a ela e ao pai e que para isso bastaria
que quando o pai se aproximasse dela transformado em
toiro, a Rosa com o lenço, lhe limpasse a baba.
Mas o
desencantamento falharia se a Rosa na altura tivesse
medo.
Contou
Rosa, tudo ao marido! Este sem se opôr a que a mulher
esperasse o encontro, ficou bastante triste.
Num
local indicado, à meia- noite surgiu «um toiro negro
numa corrida brutal, parecendo deitar chispas de fogo
pelos olhos».
Vendo-o
assim, correndo para ela, Rosa teve medo, gritou
pelo marido e caiu desmaiada no chão. O marido
socorreu-a, mas ela ficou para sempre alucinada e
repetindo a frase:« desgraçaste-nos»...
A Rosa
tinha enlouquecido. A tristeza caía sobre aquele jovem
casal que nunca mais foi feliz e os mouros ficaram
encantados e todos torturados pelo destino feroz.
UM
CASO VERDADEIRO 
Viveu em Messejana, na
quinta da Gulipa, um Senhor cujo nome era D.Vicente,
tinha alguns cães de caça que o acompanhava quando
caçava, passavam o tempo a tirar os cardos das patinhas,
visto haver muitos na terra lembrou-se mandar fazer umas
botinhas para os cães não se picarem. O resultado foi
nulo, pois os cães passavam o tempo a tirar os sapatos.
E assim ficou o
dito: quando uma pessoa não consegue fazer qualquer
coisa é como os cães de D. Vicente nem calçados nem
descalços.
GASTRONOMIA
Os
pratos (comidas) típicas de Messejana são:Açorda, Sopa
de tomate, Jantar de grão, Jantar de feijão, Jantar de
couve, Sopas de batata, Papas, Migas.
Aqui
ficam algumas receitas.
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Sopas de
tomate
Ingredientes: azeite,
cebola, sal, tomates, louro, água, batatas, ovos
e bacalhau ou outro peixe.
Preparação: Põe-se o
azeite num tacho, junta-se o sal, a cebola, o
louro e os tomates e deixa-se refogar. Depois
deita-se a água e as batatas. Quando estiver
tudo cozido põe-se o bacalhau ou outro peixe e
os ovos. Cortam-se sopas de pão (fatias finas de
pão) para dentro de uma tigela junta-se o caldo
e come-se.
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Papas de
arroz
Ingredientes: arroz, água,
sal, farinha e açúcar ou mel.
Preparação: Põe-se o
arroz a cozer em água com sal. Quando o arroz
estiver cozido tira-se do lume, deita-se mais
água e a farinha. Mexe-se ao lume até
engrossar. Deita-se nos pratos e polvilha-se com
açúcar ou mel.
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CANÇÕES DA NOSSA
TERRA

Modas
que se cantavam nos trabalhos do campo
Oliveirinha
da serra
A
rama da oliveira
Deitada
no lume estala
Assim
é meu coração
Quando
contigo não fala.
Azeitona
miudinha
Também
vai ao alagar
Também
eu sou pequenina
Mas
sou firme no amar.
Oliveirinha
da serra
O
vento leva a flor
Ohi!
Ohai!
Só
a mim ninguém me leva
Ohi!
Ohai!
Para
ao pé do meu amor
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Apanha da azeitona
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Oh rama que
linda rama
Oh
rama que linda rama
Oh
rama da oliveira
O
meu par é o mais lindo
Quandaqui
na roda inteira.
Quandaqui
na roda inteira
Aqui
em qualquer lugar
Oh
rama que linda rama
Oh
rama do olival.
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